Depois de ver na televisão sobre o aniversário de morte do Raul Seixas é que me dei conta que quando ele morreu eu tinha 5 pra 6 anos e não me lembro quase nada dessa época (talvez porque pra mim essa época foi traumática), mas mesmo sem lembrar de ver Raul Seixas na TV ou coisa do gênero eu lembro da música Plunct, Plact, Zum. Comentei com Tales (noivorado) sobre isso e me lembrei que ele tem uma coletânea do Raul e já pedi emprestada.
Agora um pouquinho da história de Raulzito que chupinhei do Wikipédia…
Filho do casal Raul Varella Seixas e Maria Eugênia Seixas, Raul nasceu e cresceu na cidade de Salvador, 28 de junho de 1945. Em casa obtém uma cultura que o faz adiantar-se àquilo que era ensinado nas escolas, mergulhando nos livros que tinha à disposição, na biblioteca do pai. Sempre foi avançado para sua época, o que é comprovado pelas músicas por ele compostas e que até hoje são executadas. Seu gosto musical iniciou acompanhando o sucesso de Luiz Gonzaga, nas viagens, onde acompanha o pai (inspetor de ferrovia), e esta “raiz” nordestina nunca o abandonara. Seu sonho inicial era ser um escritor, até o Rock n Roll aparecer em sua vida. Nesse momento, nas telas dos cinemas, encanta-se com o talento de Elvis Presley, de quem torna-se fã – e aponta-lhe o rumo musical: o Rock’n Roll. Sempre gostou também de clássicos do rock dos anos 50 e 60.
Juntamente com alguns amigos de Salvador, monta um conjunto, “Os Relâmpagos do Rock”, mais tarde “The Panters”, e por último conhecido como “Raulzito e os Panteras”. Fazem shows no estado, e, a convite do amigo Jerry Adriani, vai para o Rio de Janeiro gravar um disco pela gravadora Odeon, em 1967 – que foi um total fracasso.
No ano de 1973, Raul conseguiu um grande e estrondoso sucesso com a música “Ouro de Tolo”, uma música com letra quase autobiográfica, mas também um deboche com a Ditadura e o Milagre econômico.
No ano de 1974, por divulgar a Sociedade Alternativa, com Paulo Coelho nas suas apresentações, acabou sendo preso e torturado pelo DOPS, exilando-se nos Estados Unidos. No entanto, o sucesso do seu LP Gitã e da música Gita, que lhe rendeu um disco de ouro, após vender 600.000 cópias, fazem-no retornar ao Brasil. Neste ano separa-se de sua primeira mulher, Edith Wisner, com quem teve uma filha chamada Simone.
Em 1975, Raul compôs, uma de suas músicas mais conhecidas, Tente Outra Vez.
Em 1976, grava o disco “Há Dez Mil Anos Atrás”, que também é um LP recheado de clássicas composições.
Por volta de 1977, intensifica-se a parceria com o amigo Cláudio Roberto, com quem Raul comporia várias de suas canções mais conhecidas, como “Maluco Beleza”, “O Dia em que a Terra Parou”, “Rock das Aranhas”, “Aluga-se” etc.
A partir do ano de 1978, começa a ter problemas de saúde devido ao consumo de álcool, que lhe causa a perda de 1/3 do pâncreas.
No ano de 1979, começa a depressão de Raul Seixas junto com uma internação para tratar do alcoolismo.
Seus dois discos seguintes (Raul Seixas – 1983 e Metrô linha 743 – 1984) e o livro As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor fizeram sucesso, mas depois Raul teve as portas fechadas novamente, devido ao seu consumo excessivo de álcool e constantes internações para desintoxicação.
Conseguindo um contrato com a gravadora Copacabana, em 1986 (de propriedade da EMI), grava um disco que foi grande sucesso entre os fãs, (UAH-BAP-LU-BAP-LA-BEIN-BUM – 1987) estando presente até em programas de televisão, como o Fantástico.
Um ano mais tarde, 1988, já sozinho, faz seu último álbum solo (A Pedra do Gênesis). A convite de Marcelo Nova, faz alguns shows em Salvador, após três anos sem pisar num palco.
No ano de 1989, faz uma turnê com Marcelo Nova, agora parceiro musical, totalizando mais de 50 apresentações pelo Brasil.
Raul Seixas faleceu no dia 21 de agosto de 1989, aos 44 anos. Seu corpo foi encontrado às oito horas da manhã, pela sua empregada, Dalva. Foi vítima de parada cardíaca: seu alcoolismo, agravado pelo fato de ser diabético, e por não ter tomado insulina na noite anterior, causaram-lhe uma pancreatite aguda fulminante.
O LP “A Panela do Diabo” vendeu 150.000 cópias, rendendo ao Raul um disco de ouro póstumo, entregue à sua família e também a Marcelo Nova (parceiro de Raul, com quem gravou o LP), tornando-se assim um dos discos de maior sucesso do eterno Maluco Beleza.
Das canções que Raulzito deixou, muitas foram aquelas que permaneceram eternizadas pelo gosto do público. Entre elas, Maluco Beleza, Metamorfose Ambulante, Sociedade Alternativa, Gita, Eu nasci há 10 mil anos atrás, Medo da Chuva e vou deixar vocês com o clipe de Tente Outra Vez, uma música muito linda…
Até mais,
Angélica Maciel







E pra completar vamos falar do encontro do Hugh Jackman com o Ronaldo e ver um pouquinho do treino do Timão.



















